(Trecho da matéria)
A startup oferece uma plataforma de assistência técnica agrícola, digital e presencial, com aplicativo de chat e conteúdos sobre o manejo sustentável das lavouras, totalmente gratuita para os produtores. O serviço é financiado por grandes empresas de alimentos e bebidas, e órgãos públicos, ambos interessados em cumprir suas metas ambientais, sociais e de governança (ESG), além de mineradoras, como parte de planos de compensação socioambiental.
O projeto iniciou em 2018, quando a bióloga Juliane Lemos Blainski, doutora em Biotecnologia e Biociências, e a agrônoma Caroline Luiz Pimenta, doutora em Recursos Genéticos Vegetais, estavam no programa de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, onde fica a sede da empresa.
A equipe da ManejeBem tem hoje 26 funcionários, a maioria nas áreas de agronomia e tecnologia, além de consultores financeiros, que atendem produtores em 175 municípios de 15 estados.
A partir das respostas a um questionário e uma análise de informações em dados públicos referentes a 35 indicadores de bem-estar social e ecológico, o aplicativo de inteligência artificial (IA) chega a um diagnóstico. E então sugere soluções de acordo com a necessidade de cada família. De acordo com as metas de cada empresa patrocinadora, a ManejeBem pode acrescentar mais indicadores para acompanhar as lavouras, como os relacionados à crise climática.